domingo, 20 de junho de 2010

Sexta, 18 de junho de 2010.

É estranho fazer esse tipo de coisa em plena sexta-feira, mas acordei com aquele espírito que faz a gente querer organizar tudo, a vida toda. Aí a gente começa nas pequenas coisas, tipo o quarto, o guarda-roupas, agt mesmo...
Então, foi assim que hoje de manhã comecei a arrumar minhas gavetas, à tarde meu guarda-roupas e à noite fui ver filminho e arrumar as unhas (uma mania que tá comigo desde não sei e que vai me largar só não sei quando). Você não faz ideia da quantidade de coisa que eu joguei fora e que eu mande pra doação. Sem exageros (por incrível que pareça), retirei 5 sacos de lixo do meu quarto e dei mais da metade das minhas roupas, meu armário tá pelado. Mas a sensação foi tão boa, parecia que eu tava tirando um fardo de cima dos ombros. Pra muitos é uma besteira isso de se livrar do que não tem mais utilidade pra você, para mim não, para mim essa atitude de hoje foi apenas um reflexo do que ando fazendo já tem algum tempo. Tirando da minha vida tudo aquilo que não considero mais útil.
Aí vem a parte complicada, o que é ou não é mais útil pra mim? O que eu quero que continue? O que eu vou mandar embora de vez? Não é que eu não saiba, mas a grande questão é a coragem de simplesmente retirar algo da sua vida. Ok, você pode estar pensando "ah, grande coisa, se achar que fez besteira é só voltar e buscar de volta o que você largou". Mas não é tão simples assim, voltar e assumir os erros é algo tão (ou mais) complicado que decidir o que deve ou não ser esquecido. Nunca fui boa com essas coisas de assumir erros e conseguir voltar atrás pra resolver tudo. Talvez por isso tenha tanta dificuldade em tomar certos tipos de decisões, talvez a dúvida não me ame tanto assim, talvez seja o contrário. E acredite, isso, para mim, já foi difícil de admitir.

P.S: Vou terminar essa cerveja e dormir. Que vontade de fumar um cigarro, porra! Mas não posso, nessa faxina de mim mesma tirei o cigarro da minha lista de compras faz um mês.

sábado, 19 de junho de 2010

Quinta, 17 de junho de 2010.


Hoje eu consegui assimilar uma coisa que há tempos se mostrava pra mim e eu simplesmente ignorava.

Tava no quarto jogada na cama com um copo de café e alguns Muffins (feitos por mim diga-se de passagem), daquele jeito que parece que a cama tá colada na gente, ou a gente tá colada na cama, que não se sabe na verdade nem quem é cama e quem é Helena e sentia uma agonia tão forte, mais tão forte que tava me consumindo. Foi aí que eu comecei a pensar em coisas que me deixariam feliz se eu fizesse, pra ver se a agonia passava. Nada, absolutamente nada viável me veio à mente. Então eu comecei a fantasiar (pra variar só um pouquinho), me imaginei em São Paulo (cidade que eu amo) e percebi que estando lá, estaria na mesma situação. me imaginei em Paris, idem. Fiquei passeando pelo mundo todo com minha mente, fui à NY, à Florença, à Joanesburgo, voltei à Recife. O sentimento ainda estava lá, foi comigo pra todos os lugares do mundo, e até fora dele. Ele era parte de mim, algo intrínseco à essência, não dava pra dissolver apenas mudando de cidade, país, ares. Bateu o desespero. A primeira coisa que veio na mente foi "fudeu!". Não tinha nada que eu pudesse fazer naquele momento que cessasse aquela coisa, que a fizesse parar de tentar consumir os miolos que ainda me restavam.

Ok, sou um tanto quanto desesperada, eu sei. Exageros e hipérboles são intrínsecos à minha essência tal qual a tal agonia, mas naquele momento aquilo me incomodava, e muito, então tenho total direito de falar disso como quiser. Aliás, tenho total direito de falar como eu quiser do que eu quiser aqui, afinal é meu diário pessoal. Então, voltando ao tal "feeling" de hoje cedo, eu não sei direito o que me deu, comecei a chorar e senti que precisava desgrudar da cama e dar uma volta pra ver se esquecia aquilo tudo. Pra quê? Foi pior. Bem pior. Aqui tem chovido bastante esses últimos dias, e de uma forma bem incostante (tipo, tá o maior sol e de repente do nada o maior toró do mundo cai na sua cabeça e tudo começa a alagar bem bonitinho). Saí do jeito que tava mesmo, chinelinho de dedo, camiseta branca e short. Foi só dobrar a esquina e começar a distrair com o carro da fruta  que começou o chuvão. Fudeu tudo né? Eu comecei a chorar feito uma "Madalena Arrependida", e tinha esquecido até o motivo do choro (não sei se isso acontece com as outras pessoas, mas comigo sempre). Não voltei pra casa e continuei andando por aí na chuva (lembre que eu estava de camiseta branca) e só voltei à realidade quando um ser humano no carro deu uma buzinadinha e falou algo sobre meus belos seios. Voltei pra casa na hora, claro. Fiquei fula da vida porque além da gracinha que eu ouvi tô com uma crise de espirros interminável. Mas a chuva serviu pra tirar a agonia, acho que a levou embora, ao menos por enquanto.


Bem, passei 7 dias sem botar o pé na rua e quando resolvo sair... ok, não preciso comentar. Mas não vou deixar que um pequeno fato me atrapalhe, amanhã vou sair de novo. Vou sim (eu sempre preciso repetir as coisas pra dar uma ênfase quando eu preciso convencer a mim mesma de algo hehe).

Falei que ia explicar o porque do nome chá das três, e aqui vai a explicação: Eu sofro de transtorno tripolar (não, não é bipolar, é tripolar mesmo) e quando paro pra pensar minha cabeça vira uma confusão só e parece mais que essas minhas 3 diferentes personalidades sentam juntas e fofocam tomando um chá com biscoitos aqui dentro da minha cabeça.
É isso.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pra começar (ou E vamos às apresentações)

Sempre tive dificuldade em tomar decisões, da mais insignificante àquela considerada mais importante. Nunca soube escolher entre sorvete de creme ou morango, escolhia os dois. Sabe, eu nunca gostei de sorvete de chocolate. Acho estranho começar as coisas assim sem ao menos me apresentar, mas foi a empolgação do início que me fez esquecer (você não imagina quanto tempo eu gastei apenas para escolher o nome desse blog). Meu nome é Helena e acho que por agora isso é o suficiente, afinal, você é meu diário e vai me conhecer tanto, mas tanto que vai enjoar de mim. Acho bobeira isso de diário, sempre achei, mas intimamente, lá no fundo mesmo, sempre quis ter um. Resolvi fazer um agora com quase 20 anos nas fuças. 

Sabe quando você sente sua vida completamente vazia e tem aquela necessidade de fazer algo útil com ela? Algo como aquilo que a gente sente quando é novinho e sonha com o que vai ser quando crescer, que sonha com QUEM vai ser quando crescer. Então, quando somos crianças essa é uma sensação mágica, maravilhosa, mas quando se chega a praticamente duas décadas de vida esse sentimento já não tem mais nenhuma graça, nenhuma magia. Muito pelo contrário, sentir-se assim beirando os vinte tira a magia de tudo o que acontece ao seu redor, deixa você sem chão, perdido. É como se você tivesse vivido, sem ter vivido. Falta alguma coisa, faltam realizações, feitos grandiosos (ou não), falta algo de concreto para que você se sinta vivo, e vivendo.

Resolvi então fazer alguma coisa; e fiz. Comecei a escrever nesse diário tudo o que a ponta do lápis achar que deve ser escrito, tudo e mais um pouco. Arrisquei e vamos ver no que dá. 

Hoje faz frio, como no resto da semana toda. E amanhã, pela primeira vez nos últimos 7 dias, vou colocar os pés na rua. Venho aqui contar como foi.

Ah, explico o pq do nome "The Triplet's Tea' amanhã, tô com muito sono pra fazer isso agora.



Quarta-feira, 16 de junho de 2010 (pode ser quinta-feira 17 de junho também, já passou da meia noite)