sábado, 19 de junho de 2010

Quinta, 17 de junho de 2010.


Hoje eu consegui assimilar uma coisa que há tempos se mostrava pra mim e eu simplesmente ignorava.

Tava no quarto jogada na cama com um copo de café e alguns Muffins (feitos por mim diga-se de passagem), daquele jeito que parece que a cama tá colada na gente, ou a gente tá colada na cama, que não se sabe na verdade nem quem é cama e quem é Helena e sentia uma agonia tão forte, mais tão forte que tava me consumindo. Foi aí que eu comecei a pensar em coisas que me deixariam feliz se eu fizesse, pra ver se a agonia passava. Nada, absolutamente nada viável me veio à mente. Então eu comecei a fantasiar (pra variar só um pouquinho), me imaginei em São Paulo (cidade que eu amo) e percebi que estando lá, estaria na mesma situação. me imaginei em Paris, idem. Fiquei passeando pelo mundo todo com minha mente, fui à NY, à Florença, à Joanesburgo, voltei à Recife. O sentimento ainda estava lá, foi comigo pra todos os lugares do mundo, e até fora dele. Ele era parte de mim, algo intrínseco à essência, não dava pra dissolver apenas mudando de cidade, país, ares. Bateu o desespero. A primeira coisa que veio na mente foi "fudeu!". Não tinha nada que eu pudesse fazer naquele momento que cessasse aquela coisa, que a fizesse parar de tentar consumir os miolos que ainda me restavam.

Ok, sou um tanto quanto desesperada, eu sei. Exageros e hipérboles são intrínsecos à minha essência tal qual a tal agonia, mas naquele momento aquilo me incomodava, e muito, então tenho total direito de falar disso como quiser. Aliás, tenho total direito de falar como eu quiser do que eu quiser aqui, afinal é meu diário pessoal. Então, voltando ao tal "feeling" de hoje cedo, eu não sei direito o que me deu, comecei a chorar e senti que precisava desgrudar da cama e dar uma volta pra ver se esquecia aquilo tudo. Pra quê? Foi pior. Bem pior. Aqui tem chovido bastante esses últimos dias, e de uma forma bem incostante (tipo, tá o maior sol e de repente do nada o maior toró do mundo cai na sua cabeça e tudo começa a alagar bem bonitinho). Saí do jeito que tava mesmo, chinelinho de dedo, camiseta branca e short. Foi só dobrar a esquina e começar a distrair com o carro da fruta  que começou o chuvão. Fudeu tudo né? Eu comecei a chorar feito uma "Madalena Arrependida", e tinha esquecido até o motivo do choro (não sei se isso acontece com as outras pessoas, mas comigo sempre). Não voltei pra casa e continuei andando por aí na chuva (lembre que eu estava de camiseta branca) e só voltei à realidade quando um ser humano no carro deu uma buzinadinha e falou algo sobre meus belos seios. Voltei pra casa na hora, claro. Fiquei fula da vida porque além da gracinha que eu ouvi tô com uma crise de espirros interminável. Mas a chuva serviu pra tirar a agonia, acho que a levou embora, ao menos por enquanto.


Bem, passei 7 dias sem botar o pé na rua e quando resolvo sair... ok, não preciso comentar. Mas não vou deixar que um pequeno fato me atrapalhe, amanhã vou sair de novo. Vou sim (eu sempre preciso repetir as coisas pra dar uma ênfase quando eu preciso convencer a mim mesma de algo hehe).

Falei que ia explicar o porque do nome chá das três, e aqui vai a explicação: Eu sofro de transtorno tripolar (não, não é bipolar, é tripolar mesmo) e quando paro pra pensar minha cabeça vira uma confusão só e parece mais que essas minhas 3 diferentes personalidades sentam juntas e fofocam tomando um chá com biscoitos aqui dentro da minha cabeça.
É isso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário